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Nome: Aliny Cristhina
Gosto: Deus, família, amigos, sorvete , ler, músicas, filmes, milkshake, sanduíche ...
Não gosto: Violência, falsidade, maltratar animais , barata , desigualdade social ...

"Encontrar a felicidade depende não só do caminho que escolhenos, mas da maneira que seguimos."

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"Como posso perder minha fé na justiça da vida quando os sonhos dos que dormem num colchão de penas não são mais belos do que os sonhos dos que dormem no chão?" Khalil Gibran


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Tatiana Bertolin




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Terça-feira, Junho 30, 2009





MEU AMADO BAMBU

Era uma vez um maravilhoso jardim, situado, bem no centro de um grande campo.
O dono costumava passear pelo jardim, ao sol do meio dia...
Um esbelto bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores e plantas de seu jardim.
Ele Bambu crescia e se tornava cada vez mais lindo.
Ele sabia que seu Senhor o amava e que ele era sua alegria.
Um dia, o dono pensativo aproximou-se de seu Bambu.
Num sentimento de profunda veneração, o Bambu inclinou sua cabeça imponente.
O Senhor disse a ele: - Querido Bambu, eu preciso de ti. O Bambu estava feliz.
Parecia Ter chegado a grande hora de sua vida.
E ele respondeu baixinho: - Senhor, eu estou pronto.
Faze de mim o uso que quiseres. - Bambu - a voz do Senhor era grave –
Bambu só poderei usar-te se eu te podar. - Podar a mim, Senhor, por favor, não faças isto!
Deixa a minha bela figura. Tu vês como todos me admiram!
- Meu Bambu amado - a voz do Senhor tornou-se ainda mais grave.
Não importa que te admirem ou não. Se não te podar, não posso usar-te.
No jardim tudo ficou silencioso. O vento segurou a respiração.
Finalmente, o lindo Bambu se inclinou e sussurrou: -
Senhor, se não me podes usar sem podar, então... Faze comigo o que queres!
- Meu querido Bambu, devo cortar também as tuas folhas! –
Ó Senhor, se me amas, preserva-me de tal mal!
Podes destruir minha beleza, mas, por favor, deixa as minhas folhas! - Não te posso usar, se não tirar também as folhas!
O Sol escondeu-se atrás das nuvens.
Umas borboletas afastaram-se assustadas.
O Bambu, trêmulo, à meia voz, disse: "Senhor, corta-as!”
- Ainda não basta, meu querido Bambu. Devo cortar-te pelo meio e tomar também o coração.
Se não faço isto, não posso usar-te. - Por favor, Senhor - disse o Bambu - Eu não poderei mais viver...
Como viver sem o Coração?!... - Devo tirar-te o coração, caso contrário não pode usar-te...
Então o Bambu inclinou-se até o chão e disse: "Senhor, corta... corta divide e reparte...
“O Senhor desfolhou o Bambu. Decepou seus ramos. Partiu-o em duas partes. Tirou-lhe o coração.
Depois o levou para o meio do campo ressequido, a uma fonte onde brotava água fresca.
Lá o Senhor deitou cuidadosamente o seu querido Bambu no chão.
Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e a outra ele levou até o campo.
A fonte cantou suas voas vindas.
As águas cristalinas se precipitaram alegres pelo corpo despedaçado do Bambu, correram sobre os campos ressequidos que por elas tanto havia suplicado
. Ali, plantou-se o trigo... o arroz... o milho... Os dias se passaram...
A sementeira brotou, cresceu e veio o tempo da colheita...
Assim, o tão maravilhoso Bambu de outrora, em seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa grande benção.
Quando ele era grande e belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza.
No seu aniquilamento, ele se tornou o canal, do qual o Senhor se serviu para tornar fecundas as suas terras.
Assim, muitos homens e mulheres encontraram vida e viveram deste tronco de um bambu podado... cortado...decepado... partido...

(Autor Desconhecido)





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Quarta-feira, Junho 24, 2009





Passeio ao redor do jardim

Caminhar é um ótimo exercício para o físico e para o espírito. Este foi um passeio que jamais esquecerei.
Há uma colina muito arborizada próximo à minha casa. Sempre que quero me lembrar de como sou abençoado, eu vou por esta colina.
No alto, há uma linda velha casa de pedra que eu admiro desde que mudei para cá há mais de 10 anos. Eu converso com o velho casal que sempre está trabalhando em seu terreno toda vez que eu passo. Devem trabalhar muito no jardim porque seu lar é uma bela paisagem. Entre as flores abundantes e as matas posso ver estátuas gregas e banheiras para os pássaros.
Mas no ano passado eu notei uma mudança.
O mato cresceu além do normal e as flores não estavam tão bem cuidadas.
- Como estão vocês, meus amigos? Perguntei quando passava em frente à sua varanda.
- Estamos tão bem quanto se pode esperar senhor. Respondeu o cavalheiro.
Eles estavam sentados na varanda. Ele usava uma quente jaqueta de lã, aberta na frente revelando um colete azul de malha. Apesar do fato de nunca saírem, ele usava uma gravata, como sempre.
Ela estava sentada em uma cadeira de balanço, embrulhada da cabeça aos pés num cobertor. Por baixo, dava para perceber, ela usava uma pesada calça de lã. Em contraste eu usava uma camiseta e bermuda. Naquela idade, qualquer brisa mais fria requer uma roupa mais quente.
- Vocês estão prontos para o inverno? Perguntei.
Com o passar dos anos, nós aprendemos a antecipar os frios dias de inverno. Nossa lareira e nossa varanda são um bom refúgio. E é um ótimo lugar para uma xícara de chá e um bom livro. Você está escrevendo aquele livro ainda? Ele perguntou.
- Não, já foi publicado, mas em breve escreverei histórias ouvidas ao longo do caminho. Prometo trazer um para você. Eu disse.
- Espero estarmos aqui para ler. Ele disse.
- Estão pensando em se mudar? Perguntei.
Não meu amigo. Como esta estação em que estamos agora, nós estamos no outono de nossas vidas. Nosso tempo junto agora é medido em estações. Rezo para que possamos sobreviver ao inverno. Ele disse.
Então, virando-se para sua esposa, ele disse,
- Meu amor não está muito bem. Meu coração dói por ela. Eu não estou certo de que vamos... Começou a chorar.
Eu, nervosamente, esfreguei os pés na calçada, sem saber o que dizer.
Eu sempre gostei da aparência de nosso terreno durante o outono. Acho que devo ser grato por Deus nos permitir, pelo menos mais uma vez, ter esta vista espetacular. Mas enquanto as folhas caem, eu vejo minha esposa começar a murchar.
Não sei se já lhes falei isto. Mas o trabalho de vocês, este presente de vocês que traz vida ao mundo na forma de flores e árvores, levantou meu ânimo muitas vezes. Por anos passei por aqui e sempre parei o tempo suficiente para renovar minhas forças. Deve lhes dar grande satisfação ver o fruto de seu trabalho. Eu disse.
Sim, com certeza. Exceto durante este último ano. Pudemos fazer pouco por causa da saúde deficiente de minha esposa. Eu sempre soube que seria capaz de reconhecer quando nosso tempo junto estivesse terminando. Ele disse.
Então, saindo cuidadosamente da varanda, ele apontou o caminho pelo jardim que começava ao lado e envolvia a casa inteira.
- Esta grade coberta de rosas foi desenhada para parecerem os portões de Céu. Jurei nunca andar sozinho por este caminho. Ela sempre será o meu apoio.
Olhei, admirando toda a beleza do caminho, e perguntei,
- Vocês têm passeado por ele ultimamente?
- Não. E é por isso que está em tal mau estado. Ele respondeu. Mas é nosso sonho ver a primavera juntos mais uma vez. E dar mais um longo passeio.
Então um pensamento veio a mim. Você sabe de onde estes pensamentos vêm.
- Você tem uma cadeira de rodas? Perguntei.
- Sim. Na varanda dos fundos. Nós não a usamos. Eu não consigo manobrar. O caminho não é pavimentado. Ele disse.
- Sim, mas eu posso. Fale para sua esposa que vamos passear. Pegarei a cadeira.
Nós três passeando pelos Portões de Céu... Ele ficou ao lado da cadeira segurando a mão da esposa. Passeamos juntos. Talvez uma última vez.
- Esqueçam-se de que estou aqui. Eu disse. Quero que seja o seu momento juntos. Vou ficar quieto e calado. Pense em mim apenas como as mãos de Deus a lhes apoiar.
De fato senti-me invisível. Fui testemunha de um momento notável quando ele começou a cantar suavemente para ela. Num certo momento, ele parou, ajoelhou-se à frente dela, acariciou seu rosto, ela se inclinou e beijaram-se.
Eu não tenho idéia de quanto tempo levou. Gostaria que tivesse sido eterno. Um dia será.
- Obrigado. Você não tem idéia do que você fez por nós. Ele disse.
- Vocês é que não têm nenhuma idéia do que fizeram por mim. Eu respondi. Com sua permissão, esta é uma história para meu próximo livro.
Então sua esposa tocou minha mão e sorriu. De sob seu cobertor ela tirou uma pequena rosa que tinha arrancado pelo caminho. Gesticulou para que eu a pegasse. Mas eu peguei sua mão e a coloquei junto à dele e disse,
- Deve ser a última rosa deste ano. Uma flor para lembrar a ambos que a primavera espera por vocês.
Por todos os meus dias restantes, serei grato por aquele passeio. Eu caminhei pelo Portão do Céu para mais um passeio ao redor do jardim.

(Tradução de Sergio Barros)





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Quinta-feira, Junho 18, 2009






O VENCEDOR

Eu estava observando algumas pequenas crianças jogando futebol.
Aquelas crianças tinham apenas cinco ou seis anos de idade, mas estavam jogando um jogo real, um jogo sério.
Dois times, completos, com técnicos, uniformes e pais.
Eu não conhecia nenhum deles, assim eu podia desfrutar o jogo sem a ansiedade da vitória ou derrota.
Eu os chamarei apenas de time Um e time Dois.
Ninguém marcou no primeiro tempo. As crianças estavam hilárias.
Eram desajeitados e empolgados como só as crianças podem ser.
Eles caíam em cima das próprias pernas, tropeçavam na bola, chutavam a bola e a erravam, mas eles não pareciam se importar.
Estavam se divertindo!
No segundo tempo, o jogo ficou dramático. Eu acho que a vitória é importante mesmo quando se tem cinco anos.
O time Dois faz o primeiro gol.
O goleiro do time Um deu tudo de si, atirava seu corpo em frente as bolas que vinham, tentando defender valentemente.
O time Dois, cercou o goleiro e bola pra lá, bola pra cá: fez o segundo gol.
Isto enfureceu o pequeno goleiro.
Ele gritava com seus colegas e se empenhava com toda a força que podia.
O time Dois faz o terceiro gol.
Eu logo descobri quem era o pai do goleiro.
Ele tinha boa aparência, simpático.
Eu podia apostar que tinha vindo direto do escritório, gravata e tudo.
Ele gritava encorajando o filho.
Depois do terceiro gol o pequeno goleiro mudou.
Ele viu que não podia parar o adversário.
O fracasso estava estampado em seu rosto. Seu pai mudou também.
Ele tinha incentivado seu filho, gritando conselhos e palavras de encorajamento.
Mas então mudou; ele ficou ansioso.
Tentou dizer que estava tudo bem, mas ele sofria com a dor que seu filho sentia.
Depois do quarto gol, eu sabia o que ia acontecer.
Eu já tinha visto isto antes.
O pequeno está necessitado de ajuda, e não havia ajuda.
Ele pegou a bola na rede e entregou ao juiz, e então ele chorou.
Ele apenas ficou lá, parado enquanto lágrimas enormes rolavam bochechas abaixo.
Ele caiu de joelhos, e então eu vi seu pai invadir o campo. Sua esposa ainda tentou segurá-lo,
- Jim, não. Você o deixará ainda mais embaraçado.
Mas o pai do menino ignora que o jogo está em andamento.
Terno, gravata, sapato e tudo, ele corre até seu menino. E ele o abraçou e beijou e chorou com ele!
Ele carregou o menino e quando chegaram à lateral do campo eu escutei ele dizer,
- Filho, estou muito orgulhoso de você. Você foi grande.
Eu quero que todos saibam que você é meu filho.
- Papai, - o menino soluçou - eu não consegui parar eles.
Eu tentei Papai, Eu tentei e tentei e eles fizeram o gol em mim.
- Filho, não importa quantos gols eles fizeram em você.
Você é meu filho e eu estou orgulhoso de você.
Eu gostaria que você voltasse lá e terminasse o jogo.
Eu sei que você quer sair, mas você não pode.
E filho, você vai levar gol outra vez, mas isto não importa. Continue, vá.
Isto fez diferença.
Quando se está completamente só, e está levando gols, e não pode parar o adversário,
é importante saber que isto não importa para aqueles que amam você.
O pequeno moleque correu de volta ao campo. O time Dois fez mais dois gols, mas tudo bem.
E no jogo da vida, eu tento arduamente.
Eu atiro meu corpo em todas as direções.
Eu me esforço com todo o peso de meu ser.
E quando levo os gols e as lágrimas vêm e eu me ajoelho desanimado, meu Pai Divino corre campo adentro,
na frente da multidão inteira, a multidão que zomba e ri, e Ele me pega no colo, me abraça e diz
- Eu estou muito orgulhoso de você!
Você esteve grande lá. Eu quero que todos saibam que você é Meu filho.
E como Eu controlo o resultado do jogo, Eu lhe declaro o vencedor!

(Tradução de SergioBarros)





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Segunda-feira, Junho 15, 2009






Mesmo assim...

Vivemos um momento na face da Terra que, por vezes, parece que todos os valores morais estão em baixa.
E você, que está buscando construir suas mais nobres virtudes, em muitos momentos se sente enfraquecido pelo próprio mundo à sua volta.
Quando age com honestidade, comentam que você é tolo, que está remando contra a maré, em vez de fazer o que todo mundo faz.
Mas se você quer ser grande perante sua consciência, seja honesto mesmo assim.
Se procura balizar seus atos na justiça, ouve que essa atitude é de a um alienado, vivendo num mundo em que vence sempre o mais forte.
No entanto, se você confia na justiça divina, seja justo mesmo assim.
Se estiver construindo um lar apoiado nas colunas sólidas da fidelidade, é comum ouvir gargalhadas insanas ou comentários maldosos a respeito do seu comportamento.
Seja fiel mesmo assim.
Quando seu coração se compadece, diante dos infelizes de toda sorte, não falta a zombaria daqueles que pensam que cada um deve pensar em si próprio, ignorando os sofrimentos dos irmãos de caminhada.
Tenha compaixão mesmo assim.
Se dedicar algumas horas do seu dia, voluntariamente, em favor de alguém, rico ou pobre, que precisa da sua atenção e do seu carinho, percebe as investidas da maldade daqueles que pensam que nos seus atos há uma segunda intenção.
Seja fraterno e solidário mesmo assim.
Quando você age com sinceridade, com lealdade, é comum ser taxado de insensato, fugindo do comum em que muitos usam de subterfúgios mesquinhos para conseguir o que desejam.
Seja sincero e leal mesmo assim.
Se, diante das circunstâncias do dia-a-dia, você revela sua fé em Deus e em Suas soberanas Leis, e é chamado de piegas ou crédulo, mantenha sua fé mesmo assim.
Se em face de tantos desatinos no campo da sensualidade e na falta de decoro que assola grande parte dos seres, você deseja manter-se íntegro e recatado e é chamado de louco, mantenha-se íntegro e recatado mesmo assim.
Quando aqueles que se julgam acima do bem e do mal tentam apagar a chama da esperança que você acalenta no íntimo, afirmando que a esperança é a ilusão da mediocridade, mantenha a esperança mesmo assim.
E, por fim, mesmo que alguém tente roubar a sua coragem de continuar lutando e acreditando em dias melhores, mantenha sua coragem e continue acreditando mesmo assim.
Ao findar sua jornada terrestre, e só então, você poderá contemplar a ficha de avaliação do seu desempenho. Somente você será responsabilizado por seus atos.
E tenha a certeza de que todos aqueles que tentaram desviá-lo do caminho reto não estarão lá para lhe dar apoio...
Pense nisso!
Madre Teresa de Calcutá, dentre tantos conselhos preciosos que legou à humanidade, deixou um conselho especial para aqueles que desejam construir na intimidade as mais nobres virtudes, dizendo:
Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim.
Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim.
O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim.
A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim.
Aquilo que você levou anos para construir pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim.
Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim.
Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim.

(Redação Momento Espírita)





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Quarta-feira, Junho 10, 2009






Certo ou errado

Francisco teve toda uma vida dedicada à agricultura.
Nunca conheceu outra profissão.
Foi evoluindo, atualizando a forma de trabalhar a terra.
Com as novas técnicas de produção, tornou-se um grande produtor de legumes e outros produtos de horticultura.
Com as suas modernas estufas, produzia durante todo o ano.
Francisco durante muitos anos foi cuidadoso com o uso de pesticidas, nunca colocando no mercado produtos antes dos prazos de segurança.
Mas um dia, um dos restaurantes da região, precisava com urgência de uma boa quantidade de tomate e de alface.
Com a insistência, Francisco, que não tinha mercadoria disponível, concordou em satisfazer a pretensão do seu cliente colhendo
O tomate e a alface, cujo espaço de segurança após o tratamento com pesticida estava sensivelmente na metade.
Nos dias seguintes, assaltou-o uma grande preocupação sobre o mal que os produtos vendidos ao restaurante podiam causar a
Quem os ingerisse. Até comprava os jornais diários para ver se alguma notícia confirmava a sua preocupação.
Os dias foram passando e a consciência de Francisco foi amolecendo dado que não surgiram más notícias.
Algum tempo depois, visitou uma exploração agrícola, moderníssima, propriedade de um amigo seu de infância.
Mostrando particular simpatia pela cultura de morangos, recebeu a seguinte recomendação:
“Se quiseres comer morangos ou levar para casa, estes não servem.
São para vender. “Para consumo da minha família são aqueles, lá ao fundo”.
Perante o espanto de Francisco, o amigo explicou:
“Meu caro amigo, já há muito que deixei de preconceitos.
Os produtos que ponho no mercado são produzidos de forma a darem lucro.
Os fertilizantes, adubos, pesticidas e a mão – de - obra são caríssimos.
É um investimento que exige retorno imediato. “A produção tem que ser rentável”.
“Então não comes dos produtos que vendes?
Para teu consumo e da tua família produzes à parte, como deve ser, a batata, o feijão, o tomate, a alface...
“Este teu procedimento está completamente errado”.
De volta a casa pensou numa história, ouvida em criança, contada à lareira, pelo seu avô.
Uma senhora tinha um pano muito valioso. Quando precisava utilizá-lo tinha imensos cuidados.
Um dia, por causa de um pequeno descuido, caiu no valioso pano uma enorme nódoa de azeite.
De duas uma atitude podia tomar a dona do pano: retirar a nódoa, de modo que o pano não perdesse o valor,
Ou continuar a usá-lo sem qualquer cuidado, mais nódoa menos nódoa já pouco interessava, acabando por jogá-lo ao lixo.
Na sua conduta de homem de bem, sério, honrado, caíra aquela nódoa de vender ao restaurante
Aqueles produtos menos próprios para consumo.
E veio a decisão: nunca mais vender, fosse o que fosse que ele próprio, ou a sua família, não pudesse comer com toda a segurança.

( A.J. Cunha)





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Quinta-feira, Junho 04, 2009





A Escola de Anjos... Quinze Minutos

Era uma vez, ha muitos e muitos anos, uma escola de anjos.
Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de verdade, os aprendizes de anjos passavam por um estagio.
Durante um certo período, elas saiam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia, apresentavam ao anjo mestre
um relatório das boas ações praticadas.
Aconteceu então, um dia, que dois anjos estagiários,depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos,
regressavam frustrados por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer.
Parece que naquele dia, o mal estava de folga.
Enquanto voltavam tristes, os dois se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha.
Neste momento, um deles, dando um grito de alegria,disse para o outro:
- Tive uma idéia.
Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze
minutos para ver o que eles fariam?
O outro respondeu:
- Você ficou maluco?
O anjo mestre não vai gostar nada disto!
Mas o primeiro retrucou: - Que nada, acho que ele ate vai gostar!
Vamos fazer isto e depois contaremos para ele.
E assim o fizeram.
Tocaram suas mãos invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los.
Poucos passos adiante eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes.
Um deles, após alguns passos depois de terem se separado,
viu um bando de pássaros voando em direção a sua lavoura, e passando a mão na testa suada disse:
- Por favor, meus passarinhos, não comam toda a minha plantação!
Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o meu sustento.
Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos.
Assustado, ele esfregou os olhos e pensou: devo estar cansado e acelerou o passo.
Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro.
Mais uma vez, esfregando a testa ele disse:
- Você fugiu de novo meu porquinho! Mas, a culpa e minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você.
Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, todo azulejado, com água corrente e porquinha já instalada no seu compartimento.
Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente: estou muito cansado!
Neste momento ele chegou a casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada, caiu sobre sua cabeça.
Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse:
- De novo, e o pior e que eu não aprendo.
Também, não tem me sobrado tempo.
Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco mais de conforto para minha mulher.
Naquele exato momento aconteceu o milagre.
Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos.
Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e,em segundos, estava dormindo profundamente.
Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho.
Minutos depois ele ouviu alguém pedir socorro:
- Compadre! Ajude-me! Eu estou perdido!
Ainda atordoado, sem entender muito que estava acontecendo, ele se levantou correndo.
Tinha na mente, imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem, mas parecia um sonho.
Quando ele chegou à porta, encontrou o amigo em prantos.
Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava tudo bem.
Então perguntando o que havia se passado ele ouviu a seguinte estória:
- Compadre nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa,
acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando em direção a minha lavoura.
Este fato me deixou revoltado e eu gritei:
- Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome!
Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos!
Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo.
Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro.
Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez:
- Você fugiu de novo?
Por que não morre logo e para de me dar trabalho?
Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente.
Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta.
Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente:
- Esta casa... Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isto?...
Para surpresa meu compadre, naquele exato momento a minha casa pegou fogo, e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer!
Mas compadre, o que aconteceu com a sua casa?
De onde veio esta mansão?
Depois de tudo observarem, os dois anjos foram muito assustados,
contar para o anjo mestre o que havia se passado.
Estavam muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo mestre teria.
Mas tiveram uma grande surpresa.
O anjo mestre ouviu com muita atenção o relato, parabenizou os dois pela idéia brilhante que haviam tido,e resolveu decretar
que a partir daquele momento,todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida.
Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
Será que os 15 minutos próximos serão os seus?
Muito cuidado com tudo o que você diz como age e aquilo que pensa!
Sua mente trabalhará para que tudo aconteça, seja bom ou ruim...
E os seus 15 minutos podem estar sendo agora!

(Autor desconhecido)






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Domingo, Maio 31, 2009






Sopre as Cinzas

Quem feriu você já feriu e já passou.
Lá na frente encontrará o inevitável retorno e pelas mãos de outrem será ferido também.
A Vida se encarregará de dar-lhe o troco e você, talvez, nem jamais fique sabendo.
O que importa de verdade é o que você sentiu e, mais importante, é o que ainda você sente:
Mágoa? Rancor? Ressentimento? Ódio?
Você consegue perceber que esses sentimentos foram escolhidos por você?
Somos nós que escolhemos o que sentir diante de agressões e de ofensas.
Quem nos faz o " mal " é responsável pelo que faz, mas NÓS somos responsáveis pelo que sentimos.
Essa responsabilidade tem a ver com o Amor que devemos e temos que sentir por nós mesmos.
O ofensor fez o que fez e o momento passou, mas o que ficou aí dentro de você?
Mágoa?
- Você sabia que de todas as drogas ela é a mais cancerígena?
Pela sua própria saúde, jogue-a fora.
Rancor?
- Ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível:
dia mais, dia menos, você poderá contrair doenças de cujas origens nem suspeitará.
Ressentimento?
- Pois se imagine vivendo dentro de um ambiente constantemente poluído, enfumaçado, repleto de
bactérias e de incontáveis tipos de vírus: é isso que seu coração e
seus pulmões estão tentando aguentar.
Até quando você acha que eles vão resistir?
Ódio?
- Seus efeitos são paralisantes.
Seu sistema imunológico entrará em conflito com esse veneno que com o tempo poderá colocar você
face a face com a morte e talvez muito tarde você venha a perceber que melhor seria ter deixado
que seu agressor colhesse os frutos do próprio plantio.
Por seu próprio Bem e só pelo seu Bem, perdoe.
O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz.
Esqueça o “mal” que lhe foi feito.
Deixe que seu ofensor lembre-se dele através das consequências com que, certamente, virá a arcar.
Mude seu destino seja o comandante da sua nau!
Escolha o melhor caminho para sua “viagem”.
e se outras vezes o ferirem, perdoe ...
“O perdão é a única vingança aprovada pelo Universo”

(Silvia Schmidt)





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Domingo, Maio 24, 2009





É PRECISO ESFORÇO

Certo dia, um homem caminhava por uma estrada deserta e começou a sentir fome. Não estava prevenido, pois não sabia que a distância que ia percorrer era longa.
Começou a prestar atenção na vegetação ao longo do caminho, na tentativa de encontrar alguma coisa para acalmar o estômago. De repente notou que havia frutos maduros e suculentos em uma árvore. Aproximou-se, mas logo desanimou, pois a árvore era muito alta e os frutos inacessíveis.
Continuou andando e foi vencido pela fome e o cansaço. Sentou-se na beira do caminho e ficou ali lamentando a sorte.
Não demorou muito e ele avistou outro viajante que vinha pelo mesmo caminho.
Quando o viajante se aproximou, o homem notou que ele estava comendo os frutos saborosos que não pudera alcançar e lhe perguntou:
- Amigo belo fruto você encontrou.
- É, respondeu o viajante. Eu o encontrei no caminho, a natureza é pródiga em frutos suculentos.
- Mas você tem a pele machucada, observou o homem.
- Ah, mas isso não é nada! São apenas alguns arranhões que ficaram pelo esforço que fiz ao subir na árvore para colher os frutos.
E o homem, agora com mais fome ainda, ficou sentado resmungando, de estômago vazio, enquanto o outro viajante seguiu em frente.
Algumas vezes, fatos como esse também ocorrem conosco.
Ficamos sentados lamentando o sofrimento, mas não abrimos mão da acomodação para sair em busca da solução.
Esquecemos que é preciso fazer esforços, lutar, persistir.
É muito comum ouvir pessoas gritando por um "lugar ao sol", mas as que verdadeiramente querem um lugar ao sol trazem algumas queimaduras, fruto da luta pelo ideal que almejam.
Outras, mais acomodadas, dizem que Deus alimenta até mesmo os pássaros. Por que não haveria de providenciar o de que necessitam?
Essas estão certas, em parte, pois se é verdade que Deus dá alimento aos pássaros, também é certo que Ele não o joga dentro do ninho.
O trabalho de busca pelo alimento é por conta de cada pássaro, e muitas vezes isso não é fácil. Há situações em que eles se arriscam e até saem com alguns arranhões.
Por essa razão, lembre-se sempre de que Deus a todos ampara, mas a caminhada, os passos, a busca, são por conta de cada um.
Por vezes a escalada é árdua, exaustiva, solitária. Mas é preciso fazer esforços para alcançar o fruto desejado, principalmente em se tratando dos frutos que saciam a sede da alma.
Jesus ensinou: Batei, e a porta se abrirá. Mas os passos até chegar à porta e o esforço por bater, são necessários.
Buscai e achareis. Outra recomendação na qual está contida a ação necessária. Buscar é movimento, é esforço, é ação. Seria diferente se Jesus tivesse dito:
Espere passivamente que a porta se abrirá, ou, fique aí parado que o que deseja chegará até você.
No entanto, é preciso saber o que se busca e por qual porta desejamos entrar.
Ainda aí nossa escolha é totalmente livre. Nossa vontade é que nos conduzirá aonde queremos chegar.
Sendo assim, façamos a nossa escolha e optemos por chegar lá, e chegar bem.
Deus dá asas a todos os pássaros, mas enquanto as andorinhas voam em busca dos climas primaveris e os colibris descobrem novas flores.Os abutres farejam a morte para alimentar-se com os restos dos animais vencidos.

(Autor desconhecido)





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Domingo, Maio 17, 2009






A VONTADE

As causas da felicidade não se acham em lugares determinados do espaço.
Elas estão em nós, nas profundezas da alma.
"O reino dos céus está dentro de vós", disse o Cristo.
Tal premissa é confirmada por várias outras doutrinas.
É na vida íntima, no desabrochar de nossas faculdades,
De nossas virtudes, que está o manancial das felicidades futuras.
Olhemos atentamente para o fundo de nós mesmos.
Fechemos, por alguns instantes, nosso entendimento às coisas externas.
Depois de havermos habituado nossos sentidos ao silêncio, seremos
Capazes de ouvir vozes fortificantes e consoladoras.
As vozes de nossas próprias consciências.
Há poucos homens que sabem ouvir seus próprios pensamentos.
Raros são aqueles capazes de reconhecer e explorar os próprios potenciais.
Geralmente alguns de nós gastamos a vida em coisas banais, improdutivas.
Percorremos o caminho da existência sem nada saber a respeito de nós mesmos
De nossas riquezas íntimas.
E então nos perguntamos: como poderemos nos valer das nossas capacidades,
Orientado-as para um ideal elevado?
Pela vontade!
É através dela que dirigimos nossos pensamentos para um alvo determinado.
Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.
Sua mobilidade constante e sua variedade infinita oferecem pequeno
Acesso às influências superiores.
É preciso saber concentrar-se, colocando o pensamento
Em sintonia com o pensamento divino.
Só assim a alma humana poderá ser envolvida pelo espírito divino,
Tornando-a, dessa forma, apta para realizar nobres tarefas.
A vontade é a maior de todas as potências e seu poder é ilimitado.
Sua ação é comparável a de um ímã.
O homem, consciente de si mesmo e de seus recursos latentes, sente crescerem
Suas forças na razão dos esforços que desenvolve em determinado sentido.
Sabe que, tudo o que de bem e bom desejar há de mais cedo ou mais tarde
Realizar-se, nesta ou em existência futuras, quando seu pensamento estiver de acordo com as leis divinas.
Como é belo e consolador poder dizer: Conheço a grandeza e a força que habitam em mim.
Elas hão de ser meu amparo e minha certeza, em todos os instantes de minha vida.
Com o auxílio de Deus e dos benfeitores espirituais, hei de elevar-me acima de todas as dificuldades.
Vencerei o mal que ainda há em mim.
Abrirei mão de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras deste
Mundo, para levantar vôo em direção de estágios mais felizes.
Vejo claramente o longo caminho a ser percorrido.
Nada, porém, poderá me impedir de prosseguir nessa estrada.
Tenho um guia seguro que é a vontade de enobrecer-me e elevar-me.
Hei de conservar-me firme e inabalável, sempre em frente.
Com minha vontade conquistarei a plenitude da existência.
Farei de mim uma criatura melhor.
Para isso, basta que eu queira alcançar toda essa ventura com energia e com constância.
E diga, para mim mesmo, conclamando-me à elevação e à marcha, apressando-me, assim,
Para a conquista de meu próprio destino: a felicidade verdadeira.

(Léon Denis)





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Terça-feira, Maio 12, 2009






Harmonia das Diferenças

Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros fossem iguais a nós?
Em se falando de amigos, desejamos que eles gostassem exatamente do que gostamos que apreciassem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem.
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos.
Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões.
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias.
Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo.
Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia.
E lá se ia por água abaixo, todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina,
e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito.
Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore.
Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado.
A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito.
Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam,
Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a serem amigos até debaixo d’água. E para sempre.
Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.
A sabedoria divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras.
Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes.
Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.

(Redação Momento Espírita)






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Sábado, Maio 02, 2009





A VIDA É O TREM QUE PASSA

A vida é o trem que passa... Os sonhos são vagões
O amor é o maquinista... Somos nós, a estação!
Adquira seu bilhete, faça sua escolha
O trem vai seguindo continuadamente
Em cada vagão, o desejo de sua mente há também tristezas, desilusões
Com a passagem na mão, escolha! A viagem, se longa não sabemos
A bagagem é cada dia vivenciada... Mudar o rumo pode
Sem mesmo saber da parada... A estação nunca pode estar vazia
Será sempre um passeio viver... Se sentar na janela, aprecie
Tudo é passagem, algo pode reter... Cada dia que passa é contagem regressiva
Viaje como se cada instante fosse único... Cada olhar como se fosse o último
Respire fundo, o caminho é longo
Encontrará adversidades tristezas saudades abismos retas curvas
inúmeras serão às vezes que não veremos o que há além da curva
Mas o percurso seguirá sonhando... A vida é uma viagem
Somos mutantes... Somos passageiros
Somos nuvens... Somos fumaça
Por não saber decifrar o mapa da vida
Algumas vezes nos perderemos no trajeto
Mas, para quem sonha, nada é impossível nunca se perde, sempre se encontra
Escute, ouça, é o apito de mais uma partida
Poderá estar partindo para novos lugares sem roteiros sem destino sem poente ou nascente
A direção é para a felicidade... Conduzirá e será conduzido
O maquinista sempre atento na história, na vida
De tudo que viver, uma coisa é certa:
Não se canse da viagem, prossiga... Lute, grite, implore
Mas não desista se cansar, acene, sorria
O maquinista não te deixará... Não hesite não tema
Onde parar, um coração... Certamente o acalentará
A viagem prossegue e sabendo aonde quer ir
Vá seguro, você consegue
Sabendo sempre que vai valente...
Sua viagem será eternamente no vagão de primeira classe.

(Marillena S. Ribeiro)





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Terça-feira, Abril 28, 2009





Continuar Navegando

Nossa existência lembra o riacho buscando o mar.
Surgem pedras barreiras e obstáculos.
Riacho inteligente contorna assimila passa por cima passa por baixo
Sempre encontrando um jeito de prosseguir porque o mar chama convida.
Porque o mar é seu endereço final.
Riacho bobo fica rodeando a pedra o desafio... a barreira.
O rio atinge suas metas, porque aprende a superar dificuldades.
Continuar navegando é...
Perseverar quando a maioria desiste.
É sulcar as águas, quando outros já ancoraram.
É chutar longe a tristeza, fazendo um pacto sagrado com a paz.
Continuar navegando é...
Embeber-se de infinitos, na coragem de quem enfrenta o impossível.
É o mergulho fundo de quem atravessa a casca.
É insistir no válido e nobre, quando outros desalentam.
É colher trigo bom, num campo atapetado de joio.
É ser jovial face aos problemas, indulgente com os menos prendados,
afável com os mais velhos e irmãos de todos.
Continuar navegando é...
Construir templos de fraternidade, com as pedras que jogam em nossos telhados.
É suar a camiseta, quando a maioria já saiu de campo.
É recomeçar, cada dia, mesmo que seja sobre ruínas e cinzas.
Fixando as flores, esquecendo os espinhos.
Fazendo da vida uma prece.
Continuar navegando é...
Falar palavras mansas florir ternura onde outros praguejam.
É dar voto de confiança, onde a maioria descrê e se acovarda.
É divinizar o humano e espiritualizar o terreno, pendurando sorrisos de alegria
e gratidão até nos galhos secos do cotidiano.
É retornar às fontes da simplicidade cultivando o silêncio como se fosse um oratório.
Sempre e em tudo com a profunda vontade de SER...
CANTAR... CRESCER... SERVIR e AMAR.
Reflexão:
A vida é sempre bela, fecunda
e cheia de paz quando abraçamos
com simplicidade aquilo
que a gente sonha e faz.

Roque Schneider




Esse é o BBB
Meu votinho é para minha vovó virtual do quarto B Nadjinha



Eis o selinho ^^


Participando do BBB do Recanto dos Blogs







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Quarta-feira, Abril 22, 2009






Marcas No Coração

Você já sentiu, alguma vez, a dor causada por uma pancada na quina da mesa, da cama, ou de outro móvel qualquer?
Sim, aquela pancada que quase nos faz perder os sentidos, e deixa um hematoma no corpo.
Em princípio surge uma marca avermelhada, depois arroxeada, e vai mudando de cor até desaparecer por completo.
Geralmente o local fica dolorido, e sempre que o tocamos sentimos certo desconforto.
A marca permanece por um tempo mais ou menos longo, conforme o organismo.
Agora imagine se, por distração, você bate novamente no mesmo lugar do hematoma...
A dor é ainda maior e a cor se intensifica.
Se isso se repetisse por inúmeras vezes, o problema poderia se agravar a tal ponto que a lesão se converteria num problema mais grave.
Com a mágoa acontece algo semelhante, com a diferença de que a marca é feita no coração e é causada por uma lesão afetiva.
No primeiro momento a marca é superficial, mas poderá se aprofundar mais e mais, caso haja ressentimento prolongado.
Ressentir quer dizer sentir outra vez e tornar a sentir muitas e muitas vezes.
É por isso que o ressentimento vai aprofundando a marca deixada no coração.
Como acontece com as lesões sofridas no corpo, repetidas vezes no mesmo lugar, também o ressentimento pode causar sérios problemas a quem se permite o ressentir continuado.
Se um hematoma durasse meses ou anos em nosso corpo, a possibilidade de se transformar em câncer seria grande.
Isso também acontece com a mágoa agasalhada na alma por muito tempo.
A cada vez que nos lembramos do que motivou a mácula no coração, e nos permitimos sentir outra vez o estilete na alma, a mágoa vai se aprofundando mais e mais.
Além da possibilidade de causar tumores, gera outros distúrbios nas emoções de quem a guarda no coração.
Por todas essas razões, vale a pena refletir sobre esse mal que tem feito muitas vítimas.
Semelhante a um corrosivo, a mágoa vai minando a alegria, o entusiasmo, a esperança, e a amargura se instalam...
Silenciosa, ela compromete a saúde de quem a mantém e fomenta ódio, rancor, inimizade, antipatias.
Muitas vezes a mágoa se disfarça de amor-próprio para que seu portador consinta que ela permaneça em sua intimidade.
E com o passar do tempo ela se converte num algoz terrível, mostrando-se mais poderosa do que a vontade de seu portador para eliminá-la.
De maneira muitas vezes imperceptível, a mágoa guardada vai se manifestando numa vingançazinha aqui, numa traiçãozinha ali, numa crueldade acolá.
E de queda em queda a pessoa magoada vai descendo até o fundo do poço, sem medir as conseqüências de seus atos.
Para evitar que isso aconteça conosco, é preciso tomar alguns cuidados básicos.
O primeiro deles é proteger o campo das emoções, fortalecendo as fibras dos nobres sentimentos, não permitindo que a mágoa o penetre.
O segundo é tratar imediatamente a ferida antes que se torne mais profunda, caso a mágoa aconteça.
O terceiro é drenar, com o arado da razão, o lodo do melindre, que é terreno propício para a instalação da mágoa.
É importante tratar essa suscetibilidade à flor da pele, que nos deixa extremamente vulneráveis a essas marcas indesejáveis em nosso coração, tornando-nos pessoas amargas e infelizes.
Agasalhar ódio, mágoa ou rancor no coração, é o mesmo que beber veneno com a intenção de matar o nosso agressor.
Pense nisso, e não permita que esses tóxicos se instalem em seu coração

(Redação Momento Espírita)





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Quarta-feira, Abril 08, 2009





O VASO E A FLOR

Era uma vez um lindo vaso que repousava sobre a soleira de uma janela.
Ele estava orgulhoso por abrigar uma linda flor colorida, mas uma dúvida existencial o atormentava:
O que era mais importante, ele ou a flor que ele nutria?
Todos os dias o sol se levantava por sobre os telhados das casas próximas, e vagarosamente subia pela parede até banhá-lo,
E à flor, com seus raios tépidos e revigorastes, e todos os dias, neste exato momento, outra dúvida vinha somar-se à já existente:
O que era mais importante: Ele, a flor ou a luz do sol, que o ajudava a nitri-la?
Quando o calor do sol era demasiado, mãos dedicadas o retiravam da janela e o colocavam num recanto sombrio da casa, onde ele e a flor podiam deleitar-se com o frescor que os acalmava.
Então, ele acrescentara outra dúvida às que já possuía: O que era mais importante:
Ele, a luz que o ajudava a nutrir a flor, a própria flor, ou a mão amiga, que os protegia a ambos?
No dia seguinte, quando estava à janela, pode ver a linda menina que todos os dias parava, atravessava a rua,
Acariciava-o ternamente, limpava-o do pó, aspirava longamente o perfume da flor e sorria para o sol um riso de criança feliz.
E o vaso terminou o dia com uma dúvida a mais: o que era mais importante:
Ele, a flor, o sol que o ajudava a nutri-la, a mão amiga, que os protegia, ou a menina que parava para admirar a ambos?
Então, como acontecia todas as tardes, depois que o sol se escondia, ele bebia uma generosa quantidade de água fresca, que gentilmente lhe era depositada.
Suas paredes ficavam encharcadas, o calor do sol da tarde dissipava-se todo em alegria e a flor renasciam na umidade por ele fornecida.
Ou será que seria a terra que fornecia essa umidade? Oh! Dúvida atroz! O que seria mais importante?
Ele ou a flor, a luz ou a mão, a criança ou a terra que abrigava a flor? Ou seria a água que a tudo restaurava?
Mas, um dia, em que todos foram viajar uma grande quantidade de água lhe foi confiada para que regasse a planta durante os dias de ausência.
E o que ele faria com toda essa água? "Água demais também faz mal", pensou.
Mas os dias foram passando, e por mais que ele entregasse à terra a água carinhosa, a flor começou a perder o brilho e a murchar.
"Que sentido faço eu sem essa flor? Ela faz parte de minha vida! Sem ela nem vaso eu sou!" pensou ele. "Deus! sou capaz de virar cinzeiro!
Está abafado aqui. Precisamos de ar! Ar! Sim! Isso é o mais importante! “Todos precisam de ar”
.Enquanto ele pensava, podia ver pelo vidro da janela uma grande ventania levantando a poeira da rua.
"Ah! quanto eu não daria por um pouco de ar fresco", suplicou.
O vento ouviu o silencioso chamado do vaso, e fustigou de tal forma a janela que ela acabou por se abrir violentamente.
Os vidros quebraram-se e ele entrou atabalhoadamente, aflito por socorrer a moribunda flor.
Mas tão desajeitado foi, que derrubou o vaso da soleira da janela, que caiu na rua, espatifando-se.
"É o fim!" pensou. Ar demais também faz mal!”Chateado pelo desastre, o vento foi embora cabisbaixo, e a tranqüilidade voltou à rua
.Então a linda menina aproximou-se e começou a juntar seus cacos.
Carinhosamente levou a ele e à flor para sua casa. Lá, começou a colar o vaso, unindo seus cacos com uma cola especial
.Em sua nova casa, as coisas haviam retomado ao ritmo normal.
O vaso agora tinha certeza de não haver coisas mais importantes.
Tudo está ligado, filosofou ele. Mas uma dúvida persistia, e ele perguntou à flor:
"Para que existimos? Afinal, faço falta para alguém?” A flor apontou para suas rachaduras e disse:
“Ninguém que não lhe dê importância junta seus cacos e o põe em pé de novo”!”O vaso ficou a pensar no que ouviu
E outro crepúsculo veio. Mas este era diferente!
Mãos gentis o carregaram com cuidado extremo e o colocaram no centro da mesa, no lugar mais importante da casa.
"Enfim, a importância que nos é devida," disse ele à flor. E a flor respondeu:
"Quando você era mais bonito por fora, não lhe davam tanta atenção. Já estou com ciúmes!
“O vaso sorriu da ironia e respondeu. "Pena que para sermos queridos quase tivemos que morrer!
"Então, eles sentiram o olhar brilhante da menina sobre si e por muito tempo ela ficou assim, com o olhar perdido,
Olhando-os e acariciando-os delicadamente. Não foi difícil para eles, perceber que a menina estava apaixonada.
Ela os acariciava enquanto escrevia algo em uma folha de papel. Quando terminou, o vaso esticou o olhar e leu:
"Somos iguais... e se dúvidas havia, já não há mais... Somos o sol e a luz, a pétala e o rouxinol, a tela e o próprio pincel
Desse quadro surrealista; somos a arte e o artista, o fogo e a mão friorenta, o trovão e a tormenta, as lágrimas
E o olhar tristonho, a ilusão e o sonho... Somos o horizonte distante e a gaivota perdida, o oceano sem fim e
A onda colorida... Somos a árvore e o fruto, a raiz e o chão amigo a tempestade e o abrigo... Somos o quarto e
A penumbra a fragrância e o frasco aberto, a segurança e o incerto... Somos assim, Em quase tudo iguais
conscientes e reais, e dependentes do amor... Somos a vida um do outro, Somos o vaso e a flor...
"O vaso olhou para a flor, que também havia lido, e sem que percebessem, beijaram-se também eles,
Apaixonadamente. Compreenderam que eram amantes, era a vida um do outro.
"Acabaram-se as tuas dúvidas? Consegues compreender agora?" perguntou a flor."Sim!" respondeu o vaso.
"O mais importante é o amor!"

(J.B.Xavier)





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Quinta-feira, Abril 02, 2009





SEMENTES PARA PLANTAR

Um grande rei, pai de três filhos, precisava escolher entre um deles o seu sucessor.
A decisão era muito difícil, pois os três eram muito inteligentes e corajosos.
Além disso, eles eram trigêmeos e o rei não sabia como realizar a sua escolha.
Por isso, procurou conselhos com um sábio do reino, que lhe deu uma idéia.
O soberano foi para casa e chamou os três filhos.
Informou-lhes que necessitaria partir para uma viagem muito prolongada, mas que desejava deixar com cada um deles algo muito precioso.
Tomou de três pacotes com sementes e deu um para cada um dos filhos, com a
recomendação de que eles deveriam devolvê-las, quando ele retornasse, dentro
de um ou talvez, dois anos. Frisou que, aquele que melhor cuidasse das sementes, seria o seu sucessor.
O primeiro filho, tão logo o pai partiu, começou a pensar o que deveria fazer com aquelas sementes.
Finalmente, resolveu trancá-las em um cofre, raciocinando que, quando o pai voltasse, ele devolveria as sementes como as havia recebido.
O segundo filho, observando o que fizera o irmão, pensou que se ele trancasse as sementes, elas morreriam.
E sementes mortas, não são mais sementes.
Por isso, foi ao mercado, vendeu as sementes e guardou o dinheiro.
Assim, quando o pai voltasse, ele retornaria ao mercado e compraria sementes novas, até melhores do que as que o pai lhe houvera deixado.
O terceiro filho foi ao jardim. Olhou a imensidão da terra que circundava
todo o grande palácio, e resolveu atirar as sementes por todos os lugares.
Quando o pai regressou da sua viagem, três anos depois, o primeiro filho correu ao cofre,
abriu e descobriu, desolado, que as sementes estavam secas, mortas.
Triste, o pai olhou aquele pacote e disse ao filho: "são estas as sementes que dei a você?
Elas tinham a possibilidade de desabrochar, de se transformar em flores e exalar um delicioso perfume.
No entanto, agora, de nada valem. Estão mortas. "
O segundo filho foi até o mercado, comprou sementes novas e, orgulhoso, foi
entregá-las ao pai, que elogiou a idéia do rapaz, mas lhe disse que, de verdade, ele não fizera nada de especial.
O terceiro filho apresentou-se ao pai e lhe disse não possuir mais as sementes.
Entretanto, convidou o rei para ir até o jardim, e lhe mostrou centenas de plantas crescendo,
flores desabrochando por todos os lados, numa profusão de cores e de perfumes interminável.
O rei o abraçou feliz, dizendo-lhe: "esta é a maneira correta de proceder
com as riquezas. Você é digno de ser meu sucessor.”
Todos os talentos que possuímos são como as flores. Não podem ser guardados em cofres, porque morrem, secam. Dinheiro, beleza, poder,
precisam ser semeados para florescer. O que equivale a dizer, usados para gerar mais riquezas, mais beleza e proteção a todos.
O amor, para dar frutos e espalhar perfumes, que a muitos beneficiem, necessita ser semeado no coração das outras pessoas.
Todos nós temos a capacidade de transformar o deserto em que o mundo está se tornando num imenso oásis de paz, amor e beleza.
Um lugar onde o sol, as estrelas, o vento e o mar sejam realmente para todos.

(Roberto Shinyashiki)






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